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"Eu te amo"

Totalmente livre. Amo sem pedir ou perguntar muitas coisas, pois sei que o importante temos em comum: o silêncio dos que sabem o suficiente pra não levantar questões já resolvidas. Não temos um caso ou em algum  acaso temos algo em comum. Distância deste mal. Deste apego. Da concorrência que as relações acabam criando, temos tempo limitado, não nos vemos. Sabemos um do outro em pontuais questões não relevantes para ambos. Por mais interessante que sejamos um para o outro, não nos interessamos, ou melhor, não nos aprofundamos em sentimentalismos. Fica simples, fácil de lidar. Extremamente leve de manter a palavra "eu te amo". Não há ligações perdidas, nem sms de boa noite, não há e-mails na caixa de entrada assim como não há dúvidas de que nossos pensamentos se encontram de forma singular no meio das nossas ações diárias. Há uma conexão não fundamentada ainda pela ciência que nossos corpos dizem "estamos bem assim". Há vontade de se ver e nunca mais sair do lado um do outro, como naquela noite em que apenas um abraço teria resolvido todas as questões da humanidade. Há os momentos curtos em que decidimos que o para sempre será agora e sabendo que em meia hora não nos veremos por um longo período, e talvez, com uma grande possibilidade de levar meses ou anos disso ocorrer novamente. No final do dia sempre chegamos a conclusão de que todo o tempo pouco, é proporcional ao pouco tempo de discussão. Não discutimos nada importante, afinal, minha cor favorita é óbvia e teu gosto musical é indiscutivelmente o melhor. Não sei quantos anos tu fez, não sei quantos amores tu tens, tu sabes que meu amor é unicamente meu mesmo, já me perguntou de tantas formas curiosas o que farei hoje, que poderia já ter escrito o livro do curioso do ano. Uma das frases mais marcantes foi quando pediu para me materializar na tua frente, se soubesse fazer isso, teria feito. Apenas para poder sussurrar no teu ouvido... e sumir. E tua frase seguinte teria sido "eu sabia que faria isso." Sou tão óbvia. Só não consigo ser mais previsível por não conseguir me explodir. E nossos dias frios e nublados, os melhores do meu ano, os piores da tua vida vão seguir... e jamais nos assumiremos, somente as três palavras vão restar para nós de momentos que um dia se apagarão do tempo. E assim, com amores de imaginação seguimos para a próxima parada.

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Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

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