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Como fazer uma história fictícia. - Texto II

Pois bem, o blábláblá vai continuar.

É bem simples de imaginar a cena após todos naquele lugar terem sido assassinados, sangue, papéis espalhados e alguma perícia mais avançada descobriria que foi queima de arquivo. O que na realidade seria uma mentira, já que todos estavam baleados e não queimados, de qualquer forma, cabe a expressão. A parede era verde.

Após se livrar das digitais, ele corre até a garota de fones.
Ela observa o vulto se aproximar. Finge qualquer coisa e prende a respiração.
Ele fecha a janela.
Ela dispara sem querer seu coração.
Ele se aproxima dela.
Ela sente aquele cheiro, um dejavu, imagens em memórias distantes.
Ele já havia perdido muitas guerras, mas esta ele venceria.

Aqui eles se abraçam, ele conta como terminou o plano. 


Vizinho>Bandido>Sequestro combinado>Ajuda da polícia>Absolvição dos crimes.

Depois de algumas semanas com o caso policial resolvido e seu irmão prestando serviços à comunidade, a garota do fone corre na calçada. Ela via os borrões, quando na rádio sintonizada toca uma música. Ela pára. Era a melhor coisa que já tinha ouvido até então, melhor que sussurros, melhor que brisa do mar, melhor que piano ou solos de guitarra. Era uma novidade e como todas as novidades... tinha uma validade: até descobrir de onde, como e enjoar novamente.

Tudo que uma ficção precisa é de uma trilha sonora. Escolha a sua e inicie as viagens pelo inconsciente mundo fantasioso de existir.

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