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Eu morri.



Então estava eu ali, deitada sobre minha infância e no lugar que sempre volto, minha Pasárgada, onde meu Reino é criado. Fecho os olhos, os pensamentos sobre o hoje, sobre o amanhã, sobre o que não sei lidar, sobre como irei trapacear esta fase... e sinto o zumbido nos ouvidos, o não ar me esvaindo, todas aquelas bombas prometidas sendo arremeçadas sobre a minha cabeça. Sem ver, sem coragem de tentar abrir os olhos, com medo da realidade de que meus pulmões não me respondiam mais, que meu corpo nem se movesse aos meus comandos e descubro que, o que quer que tentasse sair de mim, uma alma, meu consciente ou meu ser, me sufocava ao tentar sair. Era pregada de dentro pra fora e de fora pra dentro, numa erupção interna de medo de tudo o que havia pensado antes. A não vida. E pensava apenas que ainda não tinha feito tudo, que não era possível morrer sonhando e a morte não é feita num sonho. Minha consciência me deixava, meu coração acelerava... era tanta dor do que não vivi. E com receio de abrir os olhos e ver um mundo colorido, ou mesmo o nada de onde viemos... eu precisava respirar. Aí peguei a coragem e força que ainda restavam: minhas pálpebras se abriram no lugar exato onde havia adormecido. Meu quarto, 01:00 a.m. com a sensação mais terrível da vida: a morte.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.