O bom senso ficou escondido no quarto ao lado. Ficou travado na maçaneta ao tentar fugir das mãos abusadas que tentavam tateá-lo de forma grosseira. Aí ele pulou pela janela quando ouviu os gritos da violência que abusava verbalmente e emanava infantilidade e precocidade sobre nossa pressa de viver aqui e agora. Aos desvairados que andam salteando pelas calçadas sujas da cidade eu aviso: cuidado com a forma de tratar! Se tratar de forma gentil não ajudar, uma palavra amiga não sossegar, um olhar calmo não bastar eu sugiro ignorar mesmo. As pessoas daqui estão nos seus direitos! E quem não está? Eu no meu direito de sugerir que a impaciência minha amiga anda ao lado todo o tempo e me vejo mais com ela e com mais ninguém. Até que tu é agredido por ela vindo de terceiros. E quanta bestialidade há na impaciência! E há quem diga que ela provém do teu direito de mulher: tu ganha um brinde todo mês, tu pode ser assim. Eu não posso. Eu devo ser melhor que isso em algum outro momento, mas não me dá o poder de ser assim sempre. Outros, porém, acreditam cegamente que o poder está diretamente ligado ao que tu possui. O poder te permite possuir até pode ser algo certo, previsível e ligado nos confins de alguma morfologia, mas não te isenta do bom senso. E o bom senso? Foi parar longe da impaciência. Ligado ao que acalma, ao que resolve e ao que basta. Ele é pra poucos, para os que sabem compartilhar o que é direito de todos possuir.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
Comentários
Postar um comentário