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De tempestade a Formiga corre

Uma Formiga com suas patinhas corria alegremente num caminho perene. Esse caminho, diziam as Velhas Sábias, era repetido através de centenas de milhares de anos. A Formiga, que de muito pouco sabia, repetia sem sentido o caminho, questionando se era ali mesmo que deveria estar. Seguindo nessa pequena trilha, onde o verde era profundo e escuro, nossa personagem fica paralisada. Suas pernas tremem e sua respiração pesa. O que ela faz agora nesse caminho verde? Fica paralisada e segue o caminho predito e foge da tempestade que chega com grandes gotas de um mar salgado ou encara uma nova trilha desconhecida na tentativa de mudar seu próprio mundo? O frio do vento estabelece novas trovoadas. A Formiga precisa seguir. E como escolher quando todo futuro à sua frente é terror? Nuvens imensas e belas, que poderiam ser melhores se vistas de um outro ângulo. Bem de cima, mas aquela pequena Formiga vivia no chão! Sem asas, sem conseguir flutuar acima delas, ela estava condenada na sua própria natureza e Forma. E pra qual lado seguir? Que trilha rumar? Todas as gotas a encontraria de um modo ou de outro.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.