Uma Formiga com suas patinhas corria alegremente num caminho perene. Esse caminho, diziam as Velhas Sábias, era repetido através de centenas de milhares de anos. A Formiga, que de muito pouco sabia, repetia sem sentido o caminho, questionando se era ali mesmo que deveria estar. Seguindo nessa pequena trilha, onde o verde era profundo e escuro, nossa personagem fica paralisada. Suas pernas tremem e sua respiração pesa. O que ela faz agora nesse caminho verde? Fica paralisada e segue o caminho predito e foge da tempestade que chega com grandes gotas de um mar salgado ou encara uma nova trilha desconhecida na tentativa de mudar seu próprio mundo? O frio do vento estabelece novas trovoadas. A Formiga precisa seguir. E como escolher quando todo futuro à sua frente é terror? Nuvens imensas e belas, que poderiam ser melhores se vistas de um outro ângulo. Bem de cima, mas aquela pequena Formiga vivia no chão! Sem asas, sem conseguir flutuar acima delas, ela estava condenada na sua própria natureza e Forma. E pra qual lado seguir? Que trilha rumar? Todas as gotas a encontraria de um modo ou de outro.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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