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Carta Despostada para o Destinatário Calado

Carinho,

Cada passo me deixa mais leve. Eu fico mais preparada pro próximo, e o logo em seguida. Às vezes, eu paro e tento me controlar. Respiro. Já não são mais lágrimas que cuido, mas o suor por sobre os olhos. Tô tentando tudo, por mim. Corro, literalmente. Preciso da sanidade, preciso estar forte, preciso... e tenho conseguido. Feliz? Não sei, tenho me sentido bem. Felicidade é realmente algo abstrato no momento. No geral, tenho uma vida boa. Não posso reclamar. Conquistei muitas coisas, fiz muitas coisas boas e tenho me deixado orgulhosa com essas pequenas conquistas. Planos? Vários, isso é meu e nunca mais quero alguém me limitando sobre meus sonhos, isso era algo antes de ti... Ninguém mais poderá me dizer que não posso, nem eu mesma. Eu posso sim e vou fazer. Tenho feito. Amanhã começa novamente, mesmo sabendo que não é sempre que tô bem. E o dia após desse continua. E aprendi sobre rotina. Finalmente! Não que minha memória me acompanhe, mas tenho não sido tão cruel comigo mesma, me cobrando. E tá bom assim. Perfeito não existe mais. Mas a playlist ainda toca uma vez por semana, ao menos. E fiz outras, pra caso voltar toda beleza de nós. Não, amor, eu seu  que já não tem volta. Não tem volta nas decisões de um passado. Se for pra ver um agora e um futuro? Ah, talvez, pois precisaríamos conversar novamente. Será que ainda temos as mesmas medidas? Será que sempre terei que subir no degrau pra te capturar um Carinho? Veja, não quero mais ser só eu me esforçando. Talvez tu teria que aprender a se curvar pra mim também... eu me machuquei nas tentativas de subidas até você... que quebrei algumas asas com isso. Não tem problema não, eu não guardo rancor. Guardei só o amor mesmo, pois de sofrimento eu não quero mais viver. Não... não consigo mais lembrar das dores. Não aquelas do meu passado, aprendi a lidar bem já com elas, pois aprendi que sou agora e não ontem. É tão óbvio? Talvez pra ti, assim como tu teve teu tempo, eu tive os meus... seria maravilhoso se tu me entendesse nesse sentido. Quanto tu não entendia! Será que entenderia agora? Enfim, eu daria chances, todas elas, mas não mais por todo preço de antes. Eu sempre estarei disposta ao "Café a Dois" e aos "Passarinhos", mas nunca mais sozinha...


Lugar Algum,

Dos cílios suaves sobre a maçã rosada de frio.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.