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Postado silenciosamente na caixa de correio.

Não quero nada não. Nada que não tenho pego, nada que não tenha sido caro. Eu quero viver, sim. Viver por mim, por nós e um futuro. Quero visitar teu passado e sentir tudo. Sem dor. Só passar e sentir e deixar ir. E quero viver, sim. Quero viver teu agora, meu agora, nosso agora. Não, não! Eu não sou nada agora, nunca fui nada, de fato, sempre fui muito mais e não vi por um tempo, mas só por um tempo. Só me ceguei brevemente, errada? Talvez, foi preciso os arranhos. Eu te avisei que era passageiro. Na verdade, é inevitável ver um olhar felino e não me teletransportar para aqueles momentos dos quais existia apenas nós. E todo o ar esvaía-se. E nossa vida era fácil. E todos os problemas do mundo não existiam. Eram apenas nós e bastava. O suficiente. Nos formamos em um só e deu nó. Deu nó daqueles difíceis de deixar ir e carregado de sentidos. Sentia muito, hoje tento não sentir, pra não doer. Mas ainda sinto o bom. Seja bom, mané... e caminhava ao contrário na passeata, cantando músicas estupidamente bobas. E a árvore da montanha vai voltar pro ciclo eterno, será possível um dia as coisas não se repetirem? Tu estava cansado, eu estava cansada. Eu aguardei, você não se mexia. Morto, estava morto e preferindo a não vida do que se fazer bem, nos fazer bem em consequência. Sinto por isso, na verdade, me dói. Dói lembrar da tua incapacidade de fazer e a minha de não deixar pra lá. E ficaram-se os ses. Se eu fosse mais paciente? Não, não dá, até isso dói. Toda vez penso em ti e dói, pois fiz o melhor por mim, e não pela gente. Desistir dói. E eu podia ter feito. Mas estava invalidada por ti. E me dói saber disso, que não era dependente de mim, pois eu gosto de fazer. E trabalhos manuais. Artes. E também plantar. E semear. E fazer dancinhas. Sim, me descubro controladora muitas vezes... mas no fundo, relaxa, eu sei nada é possível de ser controlado, a não ser meus sentimentos, que tenho domado bem até. Mas veja, eu não te deixei ir, até o momento que eu estava certa de que não poderia fazer mais nada. Tentei tudo, mas não deu. Não sei se um dia vai perceber, mas, ainda não dura pra sempre, não é eterno e é passível de mudança. Na verdade, espero por essas mudanças. Pra continuar por quais caminhos for. O tempo demora pra passar, mas passa. Dizem que alguma coisa cura, mas cura é também cultivo. E acho que é disso que vivo hoje, cultivando o que ainda acho que vale. Mas... ainda, não é tudo.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.