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Oito para sete ser

Hoje são oito dias daquele que era tão caro para mim. Hoje, digo que cresci, mas ainda não suporto ser tão baixa. Hoje, apesar da altura, não alcanço mais nenhum palmo à frente. Dias são assim, que me vejo contando ainda todos os dias que são raros e únicos. Ainda te vejo e desejo. E ainda, silenciosamente, me espreito naquele lugar que foi nosso. E sinto. profundamente, sinto. São aromas que te deixava na boca, na barba e nos cabelos fartos, com banhos longos e carinhos demorados. Ainda sinto e espero, calada, amordaçada pelo impulso de outrora, hoje não. Hoje falarei de ontem, que nem lembrava que eram nove. Oito restam, para sete ser. E mesmo os anos que se passaram, nem breves ou longos, hão de me deixar mais feliz que o presente que me dou agora, sendo eu assim tão feliz e alegre comigo e com todos que me adoram. E sou, mesmo ainda aguardando a peça chave de um motor que ainda não partiu. E talvez ele apodreça, como está o carro de família, ao pó, ainda sem funcionar, por falta de tempo e dedicação ou vontade. E talvez, eu seja como um motor velho, que há oito dias de ser mais velho, ainda sente corajosamente que ainda pode dançar por entre as nuvens da leveza de amar e ser, apenas ser, o que precisa para existir tudo, sem nós.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.