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Para o futuro, esqueça

Não me prometa que me amarás para sempre, pois esse mundo está incompreensivelmente egoísta para promessas absurdas. Não me diga que me amas, pois essas palavras já não farão nenhum efeito e nenhum impacto em minha alma, cansada, literalmente, cansada de promessas vazias. Não, não me digas que amar será solução para resolver qualquer problema. Eu não acredito mais em amor. As fantasias foram jogadas fora. Nem sex and roll é capaz de me avivar para esse termo humano supervalorizado, não. Chega de aventuras românticas, eles me tiram de mim e deixam essa sensação de ter sido atropelada quatrocentas e quarenta e três vezes em uma única fração de segundo! Eu estou acabada e desiludida, sem animação e sem maçãs para o amor. Nem a plateia desse circo seria capaz de rir comigo. Até palhaços alegres iriam chorar junto de mim, à sarjeta, se lhes contasse que não, ninguém ligou. Ninguém. Nem um ser liga. No fim, estar só é uma dessas condições óbvias, mas, acima de qualquer respeito improvável, é saber que tu pode partilhar tudo, mas nunca será de fato suficiente para o outro. Seria uma eterna construção uma relação de amor... mas não, eu desisti de ter isso. Eu desisti quando fechei a última porta. Portanto, não me digas amar ou sobre amor, pois no fundo, isso me assusta. Isso apavora todos os pelos da nuca, que não lembram mais essa sensação de arrepio ao pé do ouvido. Não lembro mais como é ficar sem ar só de sentir bafos quentes próximos a minha face e pele. De ouvir sussurros que dizem docemente que tudo ficará bem. Que sou tudo na vida e que pertenço à algo além. Não. Não lembro mais como é despertar e abraçar a cara amassada e ainda dormente do outro. Tudo foi esquecido. Não lembro. Não lembro a sensação de borboletas. Nem os nervosismos da antecipação do primeiro beijo. Não lembro mais nada físico. Nem lembro mais de sentimentos. Os sentimentos são o que complementam esse termo. E eu não amo mais. Juro que esqueci. Juro que esqueci do que devo esquecer ou do que tu queiras ter esquecido. E eu não quero mais promessas de amor. Eu esqueci de amar. E dos mares azuis e verdes que vi, nunca mais, esqueci. E no futuro que vejo, esqueço e jamais prometo.

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