Eu não estou preparada. Não estou! Ontem eu comi duas maçãs verdes e ambas estavam podres. Onde está meu peixe? Queria meu peixe de volta, não devo comer tantas maçãs, se meu peixe estivesse comigo, eu não deixaria nada mais vivo e verde se aproximar! Meu peixe morto, onde andas? Onde nadas? Acredito que matar seu próprio peixe morto tem suas vantagens, mas hoje acordei pra morte da vida: ele se foi. Estou sem meu peixe, abandonada, estou só. E ele, que deveria nadar por aí sacudindo suas rabanadas por todo bairro, olha que bela rabanada, diria eu! E nada de nada de peixe ou de água. Não chove, tempo seco. Culpa de quem? Provavelmente minha mesmo, que abandonei meu peixe morto aos cães. Deixei ele apodrecendo sozinho, ao invés de matá-lo certeiramente, como supunha certas revistas mirabolantes sem sentido! Vamos, preciso pensar e escrever e dar conta de todas as certas horas de presenças e não presenças, virtuais ou não! Onde andas, peixe morto? Diria eu, se te tivesse batendo sua cauda na minha cara que "juro solenemente não fazer nada... que nade!" e iria gargalhar tão alto que bolhas espumosas de raiva sairiam por suas entranhas! E fétidos cheiros de peixe morto desagradariam todos, como manda os maus costumes! Meu... amigo, que saudades tenho de ti, me faz tanta falta quanto as tempestades de cascalhos. Sinto me tão leve e solta que preciso de ti, meu peixe morto! Volte para me dar a dor que sempre anseio! Nada mais faz menos sentido que você!
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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