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Manso

Acabaram, palavras. Ficou um suspiro perdido no meio do teu universo. Eu esperava te ver brevemente... então corri na rua que acabava logo no teu primeiro olhar. E que esquina estranha tu tens, acredito que a curvatura de seu maxilar sombreava tuas ondas sobre ombros curvos. E adorei quando teus cílios me tocaram levemente... uma falta de ar e completude. A contradição que me faz buscar amar. E não falo mais... pois tu se cala. Não há reciprocidade quando apenas um busca sentir. E que loucura seria, te segurar para sempre entre meus braços. E ainda, não importa o toque. Um amor por uma cerveja gelada. Um doce por um beijo amargo e cheio de sentimento. A tua busca por si mesmo verso meu, que se repete, uma busca que se perde entre sinônimos errados. 

Me liga.

Me desliga.

Acabou o que nem começou. Acredito que meu violão quebrou. A música finaliza num timbre oriental. E acho que detesto detestar. Ainda ontem, como teu olhar me dizia, a gente combina. E nem combinamos nada. Mas nada pode ser como desejávamos. Os planos foram outros. Uma gentileza por uma troca de belos momentos. Educadamente, vou me ausentar. O livre arbítrio de universo, verdes e azulados, nos céus e matas, vão se perder contigo. E logo, um dia, quiçá, irei ter a oportunidade de contemplar.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.