A xícara diz: tem borra de café acumulado por anos. E eu olho os pequenos grãos como quem colhe uma grande safra. Estou admirando os poros de uma xícara, que cúmulo de acúmulos de nadas por fazer. Meu bem, vamos indo? Acho que chegou a hora dessa música country ser deixada de lado. Meu bem, eu deixei a chave próxima do portão, quando tu volta? E ela partiu, junto dos sonhos da xícara. E ela sempre colocou muito açúcar em tudo, deve ser por isso que hoje me abstenho. Um equilíbrio calculado. Um amargor como sina. E eu acho que jamais serei a garota dela. A rainha de nada. Que nunca olhou meu coração.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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