Tu sabe que eu não sei dizer adeus, nem sei dizer o que falar quando tu me deixa de olhos arregalados, congelada, no meio fio, e que os tchaus são mais leves quando me despeço causando reboliço - bem no meio de palavras não muito congruentes - e parece que seria sempre assim, mas ambos estamos carrancudos para tudo. E tudo parece calejado nesses dias de sistemas que amontoam dedos sobre teclas. E nem sabia se tu queria sonhar junto, mas eu também tô assim, meio cabreira e mudada, melhor nem pensar, que deixar fluir isso é melhor, para afluentes de rios que passam, ora, pois, não retornam mais ao ponto inicial. E falamos coisas e dissemos tanto, mais que devíamos, e agora a prestação será cara, que nem sei com que cara vamos terminar nessa mudança de estação. Será que tu vai usar as palavras saudades junto de nunca mais? Ou vamos sutilmente sermos só nós, distantes mármores quebradiços? E mudando mudamente? E será que teríamos plantado juntos essas últimas sementes, tipo Castanhas, e colhido na próxima primavera os Girassóis?
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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