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O nojo

 Hoje aquele velho me paga!

A raiva transborda da minha alma. Minha vontade de dar um soco no meio da cara daquele verme… nojo. Vontade de vomitar meu passado. Gritar pelo mundo. Gritar por esses pacíficos campos que manchados de sangue escondem entre rochas e valas o fétido passado de mulheres caladas. Indefesas. Eu tenho vontade de matar. Matar o sentido de querer ser racional. Eu gostaria de ter feito o circo. Eu gostaria de ter conseguido falar. Eu curaria minhas dores e minhas lágrimas não cairiam se eu pudesse de  fato poder expressar todas essas dores. Vontade de me esvaziar numa garrafa. Beber e esquecer. Comer até explodir. Me fazer mal. Pois isso ameniza tudo. Ameniza a vontade de querer me destruir. De querer por fim… De por fim na vida. Escrever me acalma. Saudades de explorar isso aqui de maneira mais leve. De por tudo aqui dentro em ordem novamente. Eu vejo nuvens. E teria sido mais leve há duas horas… olhar e ver animais. Agora só vejo o peso que elas carregam… O ar é  pesado às vezes, quando tu não consegue mais carregar sozinha. Quando tudo que tu sente e tem vontade é de sumir… para nunca mais voltar.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.