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Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.
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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Pesada

 Eu senti tanto a sua falta! Tenho esperado ansiosamente por esse momento, de reconectar-me por aqui, de perseguir meus sonhos, minha ambição. Mas nada realmente daquilo da qual minha alma se enche, faz barulho. Está vazio. Me sinto vazia, completamente entretida em meus casos de descasos. Não há mais boa noite, nem bom dias, nem dias em que não durma pesada, pensando. E se…? E se fosse diferente, eu você e o mundo inteiro? Só dor não alimenta a alma. E se gostamos um do outro, qual motivo de tanto silêncio? Foi algo que disse, só pode ser… devo ter dito umas verdades, dessas que costumo achar simplórias e óbvias demais… E disso não me acalmo, pois é complicado me precaver de ser eu mesma. E Escrevo aqui na tentativa vã de te sentir assim, pouquinho perto mais… de mim.

Amizade

Fui picada por um mosquito Na minha perna, frontal Eu caminhava cambaleando Daquela noite estrelada e nublada Cores brilhantes na sua visão  Perfume vermelho na sua rouge Minha perna dolorida Como seu peito Tossindo mentiras Para si Deveríamos ser amigos.

Romântica

Eu sou romântica  Com meu amor Esperando no quarto em fronte com taças e castiçais  Não sou aquela romântica Quando eu vejo atravessar ao longe na rua segurando mãos com sua alma gêmea e eu vejo por distância  você caminhando para longe dela E desaparecendo Nos meus sonhos

O presente

Eu queimei minha mão  Pegando o presente E era velho Tão antigo Que meus sonhos choraram E meus olhos secaram E sinto por não ter escutado A batida que me enviou Mas se estivesse ouvido Eu estaria esperançosa  De me tornar novamente Perdidamente Apaixonada.

O adeus do nunca foi

E aquele blues dos teus olhos me encarando. Obcecado por sobre minha pele, por minha alma. E não me perdeu, pois não me tinha. Escorrendo lágrimas, duras, pois é duro a perda da possibilidade. Nunca diga nunca, mas desse loop de caças, estou farta. Quero paz, eu disse. Quero estar e estar em paz é impagável. Eu quero estar com quem queira. Quero ser inteira besteira. Quero ser eterna e lembrada. E eu, em troca, dou meu tudo. E calma, a intensidade não gera mais loucura, como talvez um dia tu viveu. Intensidade é o que me move. Ir ao cerne. Ir o ponto de encontro de imensidões. De nós. De atar e desatar nós. Mas não chegamos lá. Eu ficava muda. Eu aceitei o que me entregou. E aprendi a caminhar para longe, de quem me quer por metade.