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- Me leve lá para o alto. Eu quero estar lá.
- Não, disse ele, tu deverá permanecer no teu caminho e reiniciar tua decida.
- Eu quero subir! Eu preciso do vento!
- Não, mais uma vez te precipitas nas alturas e te engana com as nuvens. Todas estas coisas de ares te deixarão flutuar por algum tempo, mas tu já sabes que irá cair, então agora eu te farei evitar a queda: volte.
- Eu não te aceito mais ao meu lado.
- Não me resta nada a não ser te deixar se assim desejas. Caia. E não mais me procures.
- Jamais faria isso...
- Fez tantas.
- Não mais. Eu irei aprender a cair. Me tornarei outro ser.
- Outro ser? Te achas capaz? Tu que antes nada sabia, eu te ensinei a imaginar todas estas vidas. Elas estão em tuas mãos e tu somente as deixa cair junto consigo mesma! Tu se tortura por teus próprios atos, um desastre após outro, e acaba sempre na mesma posição que tentou sair. Na rocha, numa queda brusca, com arranhões...
- Arranhões! Isso são lascas do teu passado, tu me fez isso. Tu me torturavas, me deixava... não me permitia e limitava, saiu cego e continuará sendo se não me permitir tentar novamente!
- Faça. Caia.
- Isso terá volta, essa tua incompreensão comigo.
- Não terá, já está tendo. Tu irá partir.
- Adeus, amigo.
- Adeus... amor.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.