A mesa treme. A rua estava silenciosa e os gritos em sua mente iniciavam em um tom grave. A primeira gota de suor resvalou pela nuca e cortou sua camiseta em outro tom. Os dedos dos pés ficavam levemente inclinados para o alto. A verdadeira parte do ser que pousava ali estava em uma dimensão diferente. Ele a pousou descansada, sentiu seu cheiro e acariciou seu contorno sem tocá-la. Foi assim que se levantou da mesa, correu para a porta e distraído, esqueceu a luz da cozinha ligada. E a xícara de café ficou parada, esfriando seu conteúdo amargo.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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