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Com as mãos tremulas apanhou um tanto de água. Olhou para frente e se viu, abaixando levemente a cabeça tocou a água no rosto. Voltou os olhos e novamente se viu. Encarou. Neste momento as coisas ao redor também tremiam. Cambaleou pelo espaço como se estivesse em uma corda bamba. Sentia tudo se afastar e se sentia cada vez mais perto. Chegou no seu lugar e se atirou no meio da grama, olhou para o céu e viu estrelas cadentes, todas brilhavam, todas giravam, o céu poderia ser colorido na noite, pois elas o enfeitavam. Foi então que percebendo quão lindo era, mais lindo seria se pudesse senti-las. Foi então que começou a chuva de estrelas e uma a uma começaram a cair deixando seu rastro cadente. Ele se sentiu flutuando pelo espaço de cores e tudo o que tocava se transformava em formas líquidas. A lâmpada do carro que aparecia em frente se transformou em um farol. O farol virou uma montanha russa. Ele estava em alta velocidade. Foi parar em seu sonho, quilômetros de distância de onde deveria. Agora tudo se afastava, e a manhã chegava sorrateiramente, como um despertar da vida. O ar brilhava e lindamente, os raios de sol poderiam ser tocados. Ele levantou seu braço, tentando os tocar. Nada acontecia. Nada mais nascia. Seus sonhos voltavam em forma de pesadelo. A vida agora era real, e nada mais fazia sentido, pois seu sonho não era mais visto pelo seus olhos. Algo havia se escondido em sua mente. Era apenas um nada novamente.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.