Sempre cresci com consciência da minha tendência ao não
perceptível, os olhos fáceis nunca perceberam tudo que já vivenciei. Sobrevivo
aos pequenos ataques que constantemente atrapalham minha filosofia visual.
Algumas vezes ganho adeptos, outras vezes simplesmente não consigo suportar
mentes irrequietas, esses simplesmente acham que sabem da observação constante
e eu não mais lhes exemplifico com minhas longas analogias de muitos anos.
Anos, vivo a viver algumas centenas de anos nessa observação. Os novatos! Eu
não os suporto, acabam de vir para esse mundo subterrâneo e já perdem a noção
de juízo... e de sanidade. Muitos enlouquecem. Alguns simplesmente divertem-se
comendo cadáveres. A vida por debaixo da terra nunca foi fácil. Muito sei sobre
isso, já vivi muito posso afirmar, mas não sei tampouco quanto alguns que vivem
mais... Observando e agindo. Minha contemplação já rendeu casos
extraordinários, lembro-me em especial este que é meu fascínio, meu luar, meu
verme. Nunca esquecerei dos olhos...
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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