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O Inventor

Criou a luz e trocou a lâmpada. Iluminou seu mundo escuro com tons de flashes. Pegou pela mão seu melhor amigo, e levou-o até o precipício. Então a voz surgiu e ele disse:
- Quando te vi, pensei que tu já existia, então tentei uma aproximação e descobri que a luz me enganava. Levei anos para entender o porque.
Seu amigo continuou ali, tentando entender a situação. Ele jamais tinha se comunicado de outra forma, como iria ele, um pacato desprovido de atitude, conseguir falar com o outro? Continuando a explicação, o inventor fala:
- Foi por isso que te trouxe aqui, pois aqui estamos bem perto de tudo: olhe, logo mais adiante podemos ver tua casa. Se tu der um passo para este lado e virar a cabeça assim, vai ver uma forma estranha nas ruas lá embaixo. Tente!
Não, eu não vou olhar, irei tontear. Eu... eu não. Mas ele não foi capaz de não respeitar seu amigo, e fez então suas pernas criarem movimento. Olhou.
E o mundo do amigo mudou.

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Se fora

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Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.