A palavra era a única coisa que sobrava naquele mundo. Todas aquelas vozes falavam tão alto para o mundo ouvir, mas que mundo surdo quando não estavam interessados em se calar. Todos aqueles iam e vinham colocando seus dedos no coração do outro, sem pedir licença e sem pedir nada mais que um adeus. Eles se abandonavam, sem esperar reações... coisas frias se quebram com lâminas. Colocamos os pesos soltos nos vazios eternos, sem esperar que isso causará maiores estragos. Vamos homem, admita a ti mesmo, tu não veio me dizer que está me deixando, tu está apenas seguindo contigo mesmo da forma muda que nos comunicamos. A palavra que sobrou no teu tapete, a palavra que flutua na tua figueira, a palavra que flutuava e continua ali, calada e muda esperando ser ouvida novamente. Eu sou muda, cega e surda quando penso em ti. E pretendo não mudar. O mundo das bolhas estouram de tempos em tempos... onde tu estará nesta hora, que precisarei do teu braço pra levantar minha fronte? Siga a ti mesmo, não siga sem mim. Não mais.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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