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Fiz pra ti

Eu estou...
acabada
cansada
desiludida
bem.

Minha alma
quando a tenho
Fica pesada
Fica marcada
Fica com tudo
Que eu não vivi
(e está aqui)

A minha chama
minha cama
minha grama
fica apagada
fica arrumada
fica cortada

Quando não estou contigo
não vejo teu sorriso
não discuto proporções
não meço minhas ações.

Ando por impulso
por achar que ando
mais normal
mais legal
mais sei lá.

E tudo que eu queria dizer neste poema  não cabe nele, pois sem rima, sem medias e sem você pra dizer que está bom, está ruim ou não sabendo opinar me faz vazia de criar a carta perfeita que te diria tudo que eu queria fazer, que seria pular em pequenas poças, desarrumar teu cabelo, te puxar as cobertas, andar de mãos dadas sem compromisso de amanhã, acordar com remela nos olhos e bafejar sem medo, cantarolar enquanto eu passo goiaba num pedaço de bolo ou fazer café forte e amargo e te perguntar quantas colheres de açúcar e rir que tudo que tu gosta é doce demais e te ouvir dizer que a mais doce coisa que conhece sou eu.

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Se fora

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Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.