Me sinto igual a uma nuvem: branca e leve, sem fazer sentido naquele azul todo e descobrindo que de ventos em ventos se muda de formas. Lá de cima vejo os dedos apontados para o que eu poderia ser: os corações que se quebram e me observam, as dúvidas sobre o que serei de outrem, os medos deles em mim. E tudo o que vejo lá do alto, tudo o que passei por eles... ficaram para trás, todos estes dedos não me param, não me afetam por mais que tentem me capturar, estou me esvaindo e ninguém virá me pegar. A conta disso tudo é que uma nuvem sempre cria uma tempestade. Aguardo uma próxima que seja mais relevante e que me reconstrua. Deitada neste espaço todo negro, aproveitando e vendo a grama verde que se descortina quando não há mais fumaça do fogo que vinha da fábrica dos homens. Os monstros que sobrevivem sobre mim, nesta nuvem ambulante e sem paradas, se agitam ao ver um novo território não habitado. E meu sentir agora é demorado em tudo. Se nada era antes, tudo é agora. Respire. Flutue.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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