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Amigo Homem

Eu já tentei ser amiga de mulher. Dá muito trabalho, é um dia no salão, outro em loja, outro em boutique, outro no inferno de rodas cheias de assunto inútil... Nada contra conversa inútil, eu gosto dessas, mas que tenha conteúdo ou contexto relevante. Hoje digo livremente que amiga mulher é coisa pra homem machista. Essa mulher que vemos pintada como ameba. Como que busca só os cocoto. Como quem diz que amiga mulher é só para te ajudar a ser mais... feminina. Homem não quer saber quem tu é, querem só saber se tu vai beber junto uma ceva gelada. Amigo homem é o melhor tipo de homem que podemos ter por perto. Deveras é a melhor experimentação que já constatei verídica. Amigo homem te deixa para cima. Te fala das tuas faltas, manda a real. Mostra o quão verdadeira se deve ser para a outra pessoa. De fato, amigo homem te deixa irresistivelmente apaixonada. Sabe? Pela vida. Tu começa a ver que eles são homens e tem sentimentos, assim como as mulheres. Eles são tão sensíveis quanto nós - e no meu caso, não precisa ser muito sensível mesmo, já que sou uma pedra de sentimentos -, apenas tomam alguns atalhos para alguns objetivos. São práticos. A vida cobra deles, tanto quanto de nós. Será que estamos atentos? Seres humanos...

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.