aluguei um carro para chegar do teu lado e tu seguiu a pé enquanto eu dirigia tu decidiu mudar de lado foi pra calçada subiu no meio fio seguiu e eu fiquei parada dizia a placa que me informava a hora e o km que eu estava e eu não estava e eu dirigia aquela lomba que não tinha pinheiro e fazia tempo que não via ele e ele também não falava mais comigo e eu segui na autoestrada contigo na cabeça e meu cérebro dizia pare e meu coração dizia siga e eu ficava verde e enjoada por eu ser assim indecisa sem pontuação e com reticências infinitas forever and ever again and again e loopings são comuns na vida dizia ela e a outra dizia moça eu não sei o que dizer tu já me ajudou só que eu não sei o que dizer e a gente ria juntas pelos fios invisiveis que nos ligavam e eu ligava e desligava o sinal que dizia tu esta perdida não esta mais e ele dizia olha que lindo e ele dizia olha que tu é linda e eu olhava e dizia o mundo é lindo se tu ver tudo assim e eu não vejo mais e o medo de cegar chega ponto junto
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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