Eu fui lá ver ela. Eu já sabia que a encontraria. Ela sempre está lá. Passou ano, virou ano, choveu, ensolarou e ela sempre ficou lá. Lá dentro daquele lugar quentinho, seguro. Lá estava ela com as medeichas compridas e soltas e com dentes tão grantes e brilhantes que iluminavam meus olhos arregalados de felicidade. Lá fui eu dizer, é ela. Ela, a menina da qual eu amo. A menina que não importa os planos, os risos ou as dores. Agora tá de amores, com risos soltos, olhos mais apertados e coração seguro. Fiquei zelosa. Ela é minha, minha querida amiga pra sempre. Cuide dela, moço, ou te caço o resto da vida. Não, não diria isso, mas sou assim "possessiva protetora" de amigos que faria um tudo pra deixar ela feliz, até escrever isso pra ver se ela lembra. Lembra?
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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