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Feito Osso

Quando penso que acabou...
Vai lá, digo a ti.
Retorno a mim.
E quando tudo que planejava
Se esvai em três horas
De descaso e mal entendido
Somada a falsas verdades
Eu grito.
Internamente.
Quebrada, novamente.
Me envolvo comigo mesma...
Como uma concha.
Tu tentas me alcançar...
e a todos os outros também.
Que mal há?
Pergunta.
E eu só calo.
Não há mal em ti.
Ou há.
Só não há nada de real aqui.
E duvido.
E todas as minhas verdades
postas pelo chão
faço um mapa
pra ir
gotejando
pequenas lágrimas
que nunca secam
sobre esses caminhos.
Passa a semana
E mesmo com sol lá fora
Aqui dentro é temporal
E calmaria...
Até a próxima tempestade
Que sempre chega.
Sempre.
E nunca será suficiente.
Serei uma eterna cachoeira
De mágoas e pedaços
Que nunca mais se colam
E dizem, que é xícara japonesa
Que mais bela fica
Mais quebrada
Mais história
Mais vida viveu
E que quando quebra, se cola.
Só não sou xícara, penso.
Não sou mais pra ser quebrada.
Não permito deixarem me quebrar
E não há ouro que possa valorizar
Quaisquer pedaços meus.
E imagino
Que mais fácil é te deixar.
Longe.
E ficar longe.
Longe de todos que me quebram.
E tem um personagem
Que de puro osso é feito
Caveiras e morte
E penso que ossos quebrados
Seriam melhores
do que sentimentos traídos
e certezas quebradas.

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