Uma daquelas fotos amareladas. Um daqueles cheiros amadeirados. Um pano como guardanapo. Um café como hálito. Um despertar preguiçoso no domingo. Uma risada nervosa com os atrasos. Uma flor ressequida entre folhas recicladas. Um diário nunca acabado. Um texto esperando ser iniciado. Um mural por completar. Uma árvore por crescer. Um dia nublado para sonhar. Uma janela para se dependurar. Um livro por acabar e um monte por iniciar. Uma garrafa para comemorar. Um fruto por compartilhar. Uma roupa para doar. Uma pessoa para fazer sorrir. Uma família para amar. Um mundo para conhecer. Uma vida para viver. Um dia para perceber: hoje acordei para meu próprio presente.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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