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Senhor da Morte

Estou caindo na morte. A morte deixa-se enrolar no meu manto. Negro, branco e colorido manto, quente e frio pranto. Foram centenas de  mortos. Foram tantos espantos. E ninguém liga, nem se liga e nem liga pra alguém. Tanto gás e já não olho mais. Muitas lágrimas por isso. Esse gás, esse gás que adentra as pálpebras. Era só uma faísca me disseste o Senhor. Agora, em fogaréu, a estrada incendeia em luzes que machucam. Todas lembram-me que tu nunca mais estará aqui do lado. Escolhas, escolhas. O vulto escuro clama seu espaço. E o Senhor aconchega suas desculpas próximo da partida a vir. A morte, que carrega suas ações, espalha nas mãos lisas a culpa do que fez. O que recebeu, o Senhor se livra, pro bem ou pro mal, é ileso dos seus próprios erros e se satisfaz sendo o destruídor de todos eles. Senhor, Senhor, clamei eu a morte, me vieste sem tempo, me vieste sem desejo, me recebeste sem olhar, me recebeste sem perceber. Grande vazio deixa, quando a morte chega e tudo queima em ilusão. Obrigado, Senhor, por chegar e não bastar.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.