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Tu queres?

Olhou nos meus olhos, e perguntou:
- O que tu queres, afinal?
Eu fiquei um tanto perdida com a pergunta, pois estava estampado na minha cara...
- Quero acordar todos os dias e dizer bom dia. Quero ficar chateada ao chegar em casa e descobrir que tu vais se atrasar por causa do trabalho quando planejei a semana toda um jantar surpresa. Quero Ouvir tuas desculpas e te perdoar. Quero ser teu conforto quando nem tu  mesmo sabe ainda o que te incomoda. Quero ser aquele sorriso que te fará continuar quando tiveres dúvida se está correto. Quero acordar nas manhãs e te admirar dormindo, enquanto faço o café da manhã e o levo pra ti na cama. Quero acordar nos domingos, louca de felicidade, tem sol! E vamos sair, pois amanhã talvez chova. Quero caminhar na chuva e dar a volta na quadra ao teu lado, conversando besteiras. Quero viajar contigo e te mostrar as pequenas coisas que ninguém vê. Quero ser tua e tu ser meu. Quero admirar a sorte que tenho de viver e ter você pra dividir essa vida. Quero viver o agora e te compartilhar cada momento. Quero ficar triste e poder ser acolhida por ti. Quero superar meus monstros e não te machucar, mas se for o caso, quero que tu saiba me amar mais do que isso e me perdoe. Quero perdoar todas as vezes que tu for insensível  comigo. Quero que tu queira isso comigo.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.