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A-corde

Acorde, seria um pedido. Acorde, olhe lá fora, seria um pedido esperançoso. Três ou quatro da manhã, sempre no mesmo som frenético de armas e destruição de si mesmo. Acabe logo com isso, está vivendo como seu jogo favorito, se tornando zumbi e esquecendo de usar seu coração pra alimentar as coisas boas. Um ou dois momentos tivemos que foram plenos, pra que postergar uma felicidade, o que te faz ficar tão preso? Descubra logo, pois é incrivelmente amargo o som de um bater solito de coração, não tenho nada mais a que esperar, só você, todo resto já me basta e já chega pra começar a vida, e você, onde quer estar? Onde quer? Ainda quer?

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Hoje acordei de manhã cedo, mas era meio-dia. Foram mais ou menos 18 horas de voo e ainda permaneço nesse espaço de ostentação e transporte. Me transporto para outros rumos, novos sabores, e ainda fico olhando embasbacada a janela do avião. Onde fui me meter? Pergunto como, sem querer saber a resposta, não sei mesmo... Não sei se foi um desejo de manter-me viva ou de provar a mim mesma que sou capaz de realizar os sonhos, por mim, ninguém mais. Acredito que seja isso. E fico feliz enquanto os pacotinhos que tanto corria atrás, agora os mantenho separados, etiquetados e bem longe para não repetir certas doses. Pacotes de embalagens conhecidas nem sempre são as melhores.

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Eu sou romântica  Com meu amor Esperando no quarto em fronte com taças e castiçais  Não sou aquela romântica Quando eu vejo atravessar ao longe na rua segurando mãos com sua alma gêmea e eu vejo por distância  você caminhando para longe dela E desaparecendo Nos meus sonhos

Não somos amigos

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