Eu crio versos quando estou feliz ou quando estou triste. Dois extremos desmedidos. Duas medidas de desculpas a mim, desculpe ora, por ter esquecido apenas de mencionar os tempos entre essas duas extremidades: não são as mesmas. No entanto, hoje o que me resta não é uma história de amor ou um pranto acumulado. Serão palavras narradas de uma vida. Eu amei algumas vezes e até hoje ainda procuro alguém pra amar de forma incorreta. Depois de tantos ires e vires, estou sozinha. Eu digo oi, ao novo eu. E somos tão familiares. Adormecida num canto da minha alma, eu estive aqui o tempo inteiro. Enquanto tentava cegamente me fundir a uma coisa que não estava disponível...
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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