Era uma conversa leve que tínhamos. Nunca fomos de fato amigos. Eu não sei bem como ser amiga de terceiros. Tu é terceiro. Não foi primeiro e nem segundo. Profundidade precisa de substância. Densa, geralmente, eu sou. E às vezes, eu danço. Mas só pra tentar manobrar o fato de ainda ser pesada. Há, dou risada das rimas que ainda invento. A conversa, enfim, acaba e os amigos, são deixados de lado.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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