Não é justo escrever-te tanto. Imagino. E escrevo tu junto a mim. Assim é fácil. Tu me aconchega nos teus braços. Estamos assim: sentados de fronte a uma imensidão montanhosa, teus braços, fortes, me enlaçam e meus braços reforçam esse abraço. Tuas pernas se enroscam ao lado do meu corpo. Me sinto não presa, mas segura. E é gostoso o calor que criamos. Não, essa imagem é de um tempo ameno, onde o vento leva meus cabelos de forma leve e sem agressividade para os lados. Teus braços estão à um palmo da minha boca, e meu nariz consegue sentir teu cheiro. Não é doce. É cheiro amadeirado com frutas cítricas. Perfeito. Se eu prestar atenção, consigo sentir o sangue correndo no teu peito. TUM. TUM. TUM. Minha cabeça vira preguiçosamente. Não falamos nada. Só estamos assim, nos admirando além, como um só ser, deixando o vento levar tudo de bom que juntos criamos para o mundo.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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