Ontem eu acordei suspirando. Estava suada, meu corpo inteiro transpirava um fétido cheiro de suor adormecido, cheio de febre e doença, como quando éramos crianças e após noites febris, seus lençóis criassem aquela camada de suor e pele. Nojento. Mas era apenas um suspiro, breve e que me remete àquela época. Ainda sinto uma presença perto de mim, e quando acordei a senti. Essa presença, como assombração, me remonta a todos os momentos que me trouxeram até aqui e, cheia de ansiedade, desejo continuar e decidir o que fazer. Diminuir escopos. Aumentar abrangências. Ser aceita. Por mim. E aí, nesse meio termo, me confundo. Permiti alguém se aproximar, mas logo afasto, foi mais um deslize. Uma vida cheia de deslizes. E levanto. Levanto e me olho e digo a mim mesma, não, não é deslize. Mas é sempre difícil aceitar que não há momentos corretos, só breves passagens.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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