São várias, disse ele, colecionando. E hoje, hoje é minha! Usou seu corpo desesperadamente, intensamente, com tudo que existia até então. Até que uma rachadura próximo a borda tornou-se impossível conter o líquido interno. Hoje ela se estragou. A garrafa tão desejada agora jaz no chão do quarto. Empoeirada como as velharias de seu pai, já falecido em memórias. Outrora, viria ele a se lembrar dos momentos intensos: onde o líquido saciava. Onde a noite não durava por ser tão boa a presença interna. Hoje, ele não bebe mais nada dela, mas a usa como objeto de relíquia, boas memórias ficam assim: empoleiradas feito troféus que não servem mais pra nada.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
Comentários
Postar um comentário