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Errei

Uma vez você me disse que eu não sabia aprender com meus erros. Então, eis que agora aprendi. Aprendi que quem quer se faz presente. Aprendi que quem quer, assume sua responsabilidade emocional quando se relaciona. Quem quer também sabe reconhecer seus erros e para de colocar a culpa no outro, assume suas próprias atitudes, pede perdão. Eu sempre tive atitude. Mas também sempre tive insegurança. Leva um tempo para aprender a reconhecer ela. Reconhecer que ela sabota muita coisa, mas eu sempre estou disposta a aprender... e eu reconheço que minha vida inteira será uma aprendizagem. Não preciso ninguém me julgando e apontando o dedo quando eu errar novamente. Eu sei que irei errar novamente. E tudo bem... sabe por que? Por que eu sou um ser humano. Eu não sou uma máquina que se programa para aprender um erro e nunca mais repeti-lo. Eu irei repetir meus erros sim, de formas mais diversas e com novas esperanças de acertar. Eu quero errar! E não quero mais ninguém me julgando por eles. Ninguém é perfeito e eu aceito minhas próprias imperfeições. O caso é, você aceita as suas?

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.