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Olhar

Belo, como um sorriso escondido por entre aquele emaranhado. Claro e escuro, como telas renascentistas. Uma iluminação dramática. Um sorriso infantil, de canto a canto, sem mostrar os dentes. Vejo e novamente, belo. Belo, sem erros. Belo, sem apelos. Um dia chego. Um dia esqueço. Um dia revejo. Belo. Uma pequena graça, entre desejos escondidos, pois mostrar dentes é errado. Mostrar partes de si é ser vulnerável. Me despeço. Não temos mais as mesmas frases. Um dia cheio, nem relembro sua cor. E quantas tinham? Infinitas possibilidades numa paleta universal. Claro e escuro. Os tons de novo, eles me perseguem ou eu os adiciono? Novamente falo disso. E me repito. E preciso deixar claro que não é minha culpa perceber o óbvio. Ele só vem à mente, como tu, belo. Uma graça que me escondo. De novo tu me vem, só por ter te perdido e ganhado ao mesmo tempo. Que vontade... e te pego de novo, te coloco de fronte a mim, me aproximo como só consigo fazer na intimidade, me fantasio de cores e tu, belo, me capta. Um olho só. Um conjunto de lentes. Nada mais. Belo. Cheio de significados escondidos, não essenciais ao propósito. Comecei falando de ti, que me entende mais que capta. Pois é funcional e metódico, regras simples e claras, como gosto disso!

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.