Eu te vi crescer... foram duas cascas de limão jogadas no jardim. Depois de um tempo, elas secaram e não serviam mais para colocar no teu chá. E depois do pé de limoeiro passar minha altura, eu não lembrava mais de como era seu início. Foram duas cascas jogadas no chão que me confundiram. Tínhamos nos despido de sentidos, mas o teu estar era apenas provisório. As besteiras ditas foram para confiar uma vida passageira. Na paz de uma guerra transcendental, não sentia mais nada além do teu peso e sua ausência era cheia de dor e vazio. Nada me fazia sentir aquele calor que só palavras bobas seriam capazes... nada, nenhuma vida completa teria esse sentimento tão valorizado. Era carência, como sempre é, nos infernos que nos munimos, seguíamos sozinhos, fingindo nunca ter nos tocado. O limão, amargo, agora seco, era soterrado pela terra e seguia seu curso natural. Quão belo, diria eu, é a passagem do tempo. Eu não preciso mais de uma casca apenas, quero a melodia amarga por completo. E até não tê-la, sigo só.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
Comentários
Postar um comentário