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Fui indo

Eu não saberia te dizer, caro amigo, como eu te perdi. Simplesmente tu não estava mais lá. O número crescente subia, subia assustadoramente. Eu te pedia e te chamava e te implorava, caro amigo, me socorra! Estou rolando este documento e a conversava nunca teve início. Eu não lembro mais dela. O que falávamos? O que tínhamos tanto em comum? Eu não lembro como começamos. Era uma luz. Uma camiseta. Uma estampa? Não começamos com tantas frases? O que mudou? O silêncio está acabado agora: estou ouvindo uma música. E amigo, qual era o teu nome mesmo? Os números ao menos não são complicados: um, dois, três, e caso eu queira acrescentar algo: sete e nove. Caríssimo, tu sumiu, tu me diminuiu e tututu é o que ouço. Não me atende. O que há de novo amigo? O que novo quer dizer? Roupa, sapato, cabelo, tatuagem? E tua rotina? Tua retina? Teu olhar ainda é o mesmo? Ainda diz que sou tua? Caro amigo, escute aqui, venha me dar um adeus antes de esquecer quem tu era. Tenho certeza que significou algo para mim, só não lembro mais o que.

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.