Um dia de cão, disse ela. Eram três dias cheios de amor. Amor dela para ela e dela para a outra. Um triângulo de amor, feito com carinho da pequena criança, uma menina muito criativa, dizia, que imaginava seu castelo não feito de pedras, mas de vidros, a transparência das relações. A menina corria e se banhava, enquanto a mais velha, cheia de doçura e amargura, naquela contradição atraente e envolvente, não sabia se a elogiava ou se a acompanhava nas brincadeiras. Já a outra, que não era muito definida, ficava no limbo. O limbo do silêncio e do apego. O limbo que não deixava ir e nem chegar. Tudo passava em fronte as três mulheres, que separadas estavam pelos laços temporais de uma vida. Hoje elas se encontraram naquela água salgada, esperando na imensidão do céu e mar um ponto em comum para recomeçar.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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