Não tenho preguiça, levanto e vou... acordei cedo e olhei o céu. Vi dois pedaços de nuvens, eram tão parecidos com teu ursinho que fiquei com saudade, mas uma saudade escondida, pois não sinto nada agora. Uma força de negar o que se esconde por baixo da superfície daquela imensidão de água. E tu? Tu me perguntas, o que pretendes após tantos anos sem controlar essa força? Fico sem entender, pois estava certa que havia escondido muito bem. Aí me lembrei da preguiça, era ela minha fraqueza, se eu deixasse transparecer, os dedos apontados viriam. Bonita, você é bonita, mais uma vez disse ele. Quando deixarás a máscara cair? Não entendo a pergunta e fico imaginando que era da pandemia. Ele ri de volta dizendo, não, não, tu não me enganas, vejo através de ti. Tu te esconde nessa atitude. Que queres, afinal?
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
Comentários
Postar um comentário