Vou enjoar novamente. A vida e o teu passado dizem isso: tu vais vomitar como nunca antes. Uma semente está plantada, de nove em nove meses nasce algo novo. Não se pode esperar tanto, não fosse esse caminho já de espera... tu estaria além daquele mar. Levantou a cabeça, segurou a borda daquela lata, sua cabeça tonteava. A beleza daquilo que se foi: eu confiava nas cores do alimento, da paixão. Agora a dor tomou conta como um arco-íris sem fim. Primeiro vou limpar essa dor. Ah sim, vou me elevar com canções bonitas. Vou limpar o banheiro, vou largar tudo, esquecer de todos. E esperar por uma dor me carregar novamente. E assim seguirá, acreditando em contos fantasiosos que geram mais e mais dores. Minha vida é isso. Sinto as dores. Pego-as e por último coloco o fogo nas chamas que tu soprava em fronte a meu corpo, que antes geravam desejos e prazeres... agora a dor fica. Endurecido, como a vela que seca na bela... mas agora essa dor gerou uma cicatriz... e decido levantar. Seguro minha pele e sigo... com dor e tudo.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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