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Onde estamos

 Hoje tu não é um estranho e eu não sou uma esquecida. Hoje eu sou teu amor e tu é meu mundo. Somos hoje um inteiro silêncio de paz. E vivo hoje a olhar teu dedo me direcionando até tocar meu nariz. E hoje meu ar ficou cheio de estrelas e teus olhos não pesaram antes de dormir. Hoje assoprei uma ou outra vela para tu celebrar nossos supostos anos naquele lindo Lugar Algum. E fomos lá viver nossas esperanças para a eternidade não nos culpar por termos desperdiçado sonhos e levezas. Foi bobeira minha, tu disse, mas eu só queria paz. E dessa paz a gente carrega a bandeira branca para não esquecer que tudo começou como uma pena em meio a papéis que não foram bem dobrados. Mas nossas bolhas nos carregaram por aquela guerra épica de almas perdidas e memórias incontroláveis de dor e desilusão. Somos tão perfeitos e nos encaixamos tão bem... tu ainda lembra? Tu me olhou na minha íris caramelo e disse que ela era bonita. Hipnotizante. E tu vinha com teu ver olhar a me carregar pela mata densa. Escorreguei. Quebrei o pé. Estava no chão desde o início. Devia ter me dito o que tu queria de fato, poderia ter te dado mais logo de inicio, mas no fundo nem sabíamos. Tu falou comigo como se eu fosse a pior pessoa do mundo, onde paramos?

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Se fora

Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?

Atrasado

Ele estava tomado por aquele olhar de rato molhado, na chuva, no escuro. Ele estava corrompido pelas mentiras, pelos brilhos de suas linhas refinadas. Ele era uma pessoa esquisita corrompida pelo olhar terceiro. De um canto, sua voz rouca sumia no ar. Ele, nervoso, ficava suspenso nesse ar. Escondia seu rosto. E foi assim que descobri sua fraqueza. Ele era a falha primeira. E de falhas se sustentava, para perfeição seguir seu cortejo, ele se mutilava. E quando as calças compridas caiam de sua estatura, ele as vestia. E o sentido ficava atordoado, era ele e seus dentes brancos, sua voz rouca, alto e minúsculo, mas alto, ele corria e vestia outras roupas, mas nada nada servia. Ele, usando o buné de terceiros, roubado pelo lado esquerdo pela mão de um agressor, deixado no chão de um acidente envolvendo uma arma. O caos das palavras, estava a me perder, e penso, hoje. Na minha cabeça, não há nada que me leve a voltar um único segundo.

O vencedor Mor

Eu te odeio, - sua dramática. Pois te amo, - seu falsiano. E te odeio, - mentiroso. Te amando, - vai ficando. Quando dá mudança, - eu viro caos. Eu pasmo, - nem me surpreendo. Reviro olhos, - adoro tuas expressões. E te soco a cara, - seu panaca! Na mente, - me dá um beijo. Tu mente, - é necessário. Que é até logo, - ou nunca mais. E nunca mais, - não saberemos amanhã. Vira uma esquina, - e o petróleo queima. E ao vencedor, - o melhor troféu. De rimas, - toca mais uma canção. No meio do teu olho, - vejo tudo ao contrário. Olho, - tu fecha os olhos ao cantar. E não tem mais, - acabou minha playlist. Linhas, - tu sorriu? E não tem mais, - comeu tudo. Perdas, - foram precisas. Só resta temores, - tu me arrepia. Um só, - mais um só. Temo, - será mesmo um só? Que o vencedor, - em uma briga de egos, são feridos nós dois. Dois ganhadores de coisa mais linda, chamado a... Mor.