Eu, começo. E então olho de volta. Não consigo escrever meu nome. Eu mudei demais. Não me reconheço eu. Eu, recomeço. E vejo novamente. Novamente, mente aberta. Sinto o cérebro afundar entre indecisões passadas... e me desperdiço toda no agora. Vou ou fico e o resultado será o mesmo. Exceto pelo peso. Exceto pela impermanência. Exceto pela constante que volta dentro e tenta tomar conta do que ainda permito ser. Olho ao redor... ninguém escreve meu nome junto ao seu. Estou morta. Seca. Um sonho apagado pela secura da in-fecudez. Me balanço e tremo. Eu não sou aqui e nem sou eu mais. Me revolto contra minha derme, me provoco contra os capilares que me cobrem. Me desespero pelo branco no topo de mim. Me olho de volta com revolta, ânsia de não reconhecimento. E me devoro como papel que sou. E todos meus papéis passados eu mastigo toda. Linha, por linha, até restarem apenas lendas do que um dia, meu nome foi.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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