Um mundo colorido, era o que ele me prometia. Infelizmente não acredito mais em unicórnios. Hoje o mundo ficou cinza. A música se foi com ele. Amigo que nunca troquei uma frase. Ele se foi. Um plano espiritual o aguarda. Ou será virtual? Essa realidade que nos teletransporta com todos os jetlegs possíveis. Os vivemos como se fosse normal sentir o cansaço. Os cabelos brancos chegam, as despedidas iniciam e, a vida sonhada, nunca começou. Ou será que hoje apenas vejo o copo mais vazio do que o costume? Será preciso sempre o ver meio cheio? Não sei, vos digo, pois eu mal sei do que cabe no meu espaço apertado que vivo. E gelado. E meio sufocado. E cheio de teias. E bichos cheio de pernas que carregam meus restos. Como todo bom inseto.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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