Um dia escrevi sobre ele, leve e também tempestuoso. Hoje penso nele como um leve sopro que nunca estará completo no meu peito. Minha sensibilidade a meus desejos, aqueles intensos, hoje eu tento os domar, como uma grande guerreira que compreende que se curvar aos limites é a única maneira de não se sentir derrotada. E os domo a cada cinco horas que toca meu despertador. Cedo pela manhã, levanto e me torno viciosa em abrir esses olhos de pitanga e observo o que almejo... distante, longe de mim. E meus olhos se fecham numa pequena oração interna que descobri ainda ter, aquela fé que é do ser, que não está ligado a deuses e crenças, a fé em mim, que energias talvez me levem além... mas se eu pudesse chegar próximo desses sonhos, estaria quase dormindo, de tão sonhadora estaria. E leve, como a pluma que me permito ser, eu rodopiaria... e leve... como um suave suspiro... que bate entre minhas pálpebras, daqueles beijos que nos dávamos com os olhos.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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