Enquanto olho para dentro, eu vejo o brilho que tenta escapulir dos meus poros. Quebrada, minhas pétalas estão. Espalhadas pelo vento que tocou o caule, ela entra devagar no recinto. E rodopia sem saber, que muito mais que brilhar, muito mais que enfeitar, aquela roda dizia a mim: eu amo você. E eu fiquei sem entender quando ela caiu. E no chão, no chão... eu percorri uma maratona. Eu girei em todas as direções que meu eixo instável permitiu. E eu doei meu tempo, e eu doei a única coisa que me fazia ser eu mesma, amor, eu dei minha queda. Eu dei minha dor, sincera e abertamente... para tu virar-se meu inimigo. E tu agora ajoelha-se, e pede "me perdoa, eu desisti cedo demais". E eu não consigo te encarar, olhos azuis. Não consigo.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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