A surpresa de amor num tempo de rede. A rede de esperas. A rede de me amarrar em nós. Nós que éramos uma vida inteira, bela, cheia, farta. Hoje eu sirvo a mim. Hoje eu me sinto assim: uma cor apagada num dia que inicia azul e termina cinza. E os lados, todos, rodam, giram, e me sinto zonza, nem sabendo qual sentido dar... a um sentido incógnito e dolorido, que tenta expandir o peito além da conta. E já se termina agosto e não lembro, quantos dias desde a última vez que te vi? E dezenas, centenas ou milhares de momentos que se passaram. E novamente aquele sorriso me aquece a saudade de uma paz que me faz continuar: você tem um poder de transformar um abraço em um mundo. Onde foram esses braços? Onde giraram meus pensamentos, naquela tarde de domingo, onde só mais um pouquinho... viravam horas tenras.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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