Morri hoje, quando peguei o busão lotado e meu fone de ouvido acabou de estragar e pelo resto de fio que ainda possuia, acho que engatei na escada rolante outro dia, dei um tropeço e fui de boca e quebrei o dente, mas quase morri, e morri novamente hoje mais cedo, quando o cara me olhou a traseira e disse, "dá-lhe Mucilon nessas coxa, sua linda" e eu morri de embaraço tanto quanto de raiva por ter de estar atrasada e não responder a uma altura que não possuo de fato, mas eu morro toda vez que preciso lembrar de pegar a escada apenas para alcançar a prateleira, assim, morro todo dia quando acordo e minha remela fica ocupando o resto do dia logo após a pálpebra e mesmo lavando o rosto com água fria, ela não havia ido embora, e a remela, que nojenta, ficou lá, todos notando e que morte mais terrível é essa quando tu pega alguém te encarando o dente após comer feijão, acredito que seja a mesma depreciação, se eu escolhesse a morte de rir, morreria hoje, rindo até chorar de morrer de rir.
Me sinto mal, por todos os momentos dos quais te evito, aqui e acolá. Eu não te leio mais. Eu nem mesmo sei quando deveria estar fazendo algo… menos do meu trabalho. Tem sido demais. Muitos amigos foram jantar fora. Eu permaneci. Calada, fronte a tua porta, querendo te ver. Querendo te ter. E tu comeu mundos. Mandou. Mudou. E fui. E nem mais sei o que resta desse espaço virtualístico. Uma esperança?
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